Na tarde de segunda-feira, Ednaldo Rodrigues foi reeleito para mais quatro anos como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), consolidando seu novo mandato que vai de 2026 a 2030. O candidato único recebeu 100% dos votos do colégio eleitoral, em uma eleição realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro.
Sua chapa, intitulada 'Por um Futebol Mais Inclusivo e Sem Discriminação de Qualquer Natureza', obteve apoio unânime das 27 federações estaduais e de 26 dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A falta de concorrência foi evidenciada pela desistência de Ronaldo Fenômeno, que não encontrou suporte necessário para se candidatar, mesmo após cogitar a possibilidade.
Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da Federação Baiana de Futebol, assumiu a presidência da CBF em 2021, sucedendo a Rogério Caboclo. Após um breve afastamento em 2023 por suspeitas de irregularidades, ele foi reconduzido ao cargo em 2024 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O processo eleitoral foi dividido em três etapas, iniciando com a votação dos presidentes das federações estaduais, seguido pelos dirigentes dos clubes da Série A e, por fim, pelos representantes da Série B. Os votos das federações possuem maior peso na escolha final do presidente da CBF.
Além de Ednaldo Rodrigues, foram eleitos oito vice-presidentes para seu mandato até 2030.
A tentativa frustrada de Ronaldo Fenômeno em concorrer à presidência da CBF agitou os bastidores da eleição. O ex-jogador não conseguiu o apoio necessário para se candidatar, optando por retirar sua postulação e aceitar o resultado com resignação: 'Se a maioria entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião', afirmou Ronaldo.